Relatório de
sustentabilidade

2018

DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO

A paralisação das operações da unidade de Dias d’Ávila, de cerca de 74 dias no primeiro semestre do ano – por conta da Manutenção Programada e de intermitências operacionais – impactou os resultados de 2018. Superada essa etapa, a unidade pode operar nos demais dias do ano com melhores patamares, alcançando cerca de 70% de OEE (nível de eficiência da fábrica), desempenho que ajudou a reverter o resultado dos primeiros meses do ano.

Essa retomada das operações, juntamente com o incremento das vendas – reflexo de esforços para melhoria do mix de produtos e de conquista de novos mercados –, contribuiu para alcançar resultados melhores no segundo semestre do ano. Tais avanços, somados a austeridade nos gastos, melhorias em processos e gestão criteriosa do capital de giro, sustentam os números apresentados pela Paranapanema no período.

RESULTADOS NO ANO

RECEITA LÍQUIDA

A maior disponibilidade da unidade de Dias d’Ávila, alcançada a partir do segundo semestre, após a Manutenção Programada, refletiu-se em maior volume de produção de cátodos. Esse cenário, aliado ao maior preço médio do material ao longo de 2018, fez com que a receita líquida alcançasse R$4.765,8 milhões, crescimento de 36% em relação a 2017. Outros fatores também contribuíram para esse resultado:

  • Estratégia comercial de melhorar o mix de vendas, aumentando a participação de produtos que oferecem maior rentabilidade. Com isso, as receitas com produtos de cobre avançaram 37% comparadas a 2017
  • Crescimento da receita líquida, de 63% sobre 2017, dos coprodutos, salto que reflete o aumento dos preços de ácido sulfúrico nos mercados internacionais, além de algumas vendas spot de Revert e da maior concentração de ouro nas vendas de lama anódica.

RECEITA LÍQUIDA (R$ MILHÕES)

LUCRO BRUTO

A melhoria do mix, com aumento da participação de produtos de cobre sobre o volume de vendas total, aliada à alta dos prêmios dos coprodutos e de barras, arames, tubos e laminados, e à valorização do dólar no período, permitiram expansão de 11% do lucro bruto no período. A margem bruta, contudo, apresentou 1,3 p.p de redução.

LUCRO BRUTO (R$ MILHÕES) E MARGEM BRUTA (%)

DESPESAS OPERACIONAIS

A redução de 43% no total de despesas no ano, explicada principalmente por Outras Despesas Líquidas, em virtude do impacto negativo da adesão ao Programa Especial de Regularização Tributária (PERT), ocorrida no terceiro trimestre, que contabilizou uma despesa não recorrente de R$186 milhões. Sem esse efeito, a oscilação teria sido uma redução de 16%, demonstrando a disciplina com custos e despesas, assumidos pela atual gestão da Companhia. Houve, ainda, empenho para solucionar contingências passivas, que em 2017 somaram R$56,5 milhões (ex-PERT), e em 2018 foram reduzidas para R$49,9 milhões.

LUCRO BRUTO (R$ MILHÕES) E MARGEM BRUTA (%)

EBITDA

O EBITDA, no ano, alcançou R$82,7 milhões, diferente do resultado negativo observado em 2017. Tal recuperação é explicada pelo crescimento do volume de vendas, em especial de vergalhões, fios e outros, e pelo aumento no preço dos coprodutos. O câmbio mais favorável também contribuiu.

MARGEM EBITDA (R$ MILHÕES) E EBITDA (%)

RESULTADO LÍQUIDO

Os impactos não monetários da variação cambial sobre as dívidas de longo prazo totalizaram R$231,2 milhões e levaram a um prejuízo líquido de R$323,4 milhões. A esse fator se somaram outros: depreciação de R$148,2 milhões, além de ajuste de avaliação patrimonial (OCI, na sigla em inglês) e Reserva de Reavaliação de R$24,9 milhões. Sem esses efeitos não monetários sobre o resultado líquido, o lucro líquido em 2018 teria sido de R$80,9 milhões.

LUCRO LÍQUIDO 2018 X EFEITOS NÃO MONETÁRIOS

INVESTIMENTOS

Os investimentos em 2018 totalizaram 197,9 milhões, quase o dobro do verificado no ano anterior. A maior parcela (87,5%) foi destinada a ações de sustentação, como a recuperação dos ativos e reabilitação da estrutura operacional.

DESTINAÇÃO DE RECURSOS

VALOR ADICIONADO

O Demonstrativo do Valor Adicionado (DVA) se refere ao valor econômico direto gerado e distribuído pela Companhia, e inclui receitas, custos operacionais, remuneração de empregados, doações e outros investimentos na comunidade, além de lucros acumulados e pagamentos para provedores de capital e governo. Em 2018, o valor adicionado total a distribuir somou R$ 1.079 milhões, ante R$ 147 milhões em 2017, e representa 20,6% da receita líquida.

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS