Relatório de
sustentabilidade

2018

Gestão e monitoramento

GRI 103-2; 103-3; 307-1

Minimizar o impacto das operações sobre o meio ambiente é uma preocupação que permeia o dia a dia das atividades da Companhia. Pautada pela melhoria contínua, as fábricas contam com equipes multidisciplinares atentas ao tema e com rotinas de monitoramento.

Para mensurar a eficiência desses esforços, conta com o Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Certificado de acordo com a norma ISO 14001, considera disposições legais e parâmetros estabelecidos pelos órgãos ambientais no acompanhamento constante das operações. Viabiliza, por exemplo, verificar uma série de indicadores relacionados a consumo de energia e de água, além do tratamento e da destinação de efluentes e resíduos em todas as etapas industriais das três unidades da Companhia. Tais indicadores, inclusive, foram revisados em 2018, após mapeamento de práticas adotadas e exposição a riscos ambientais, trabalho que contribuiu para o desenvolvimento de ações preventivas ou corretivas, quando necessárias, e que resultou em uma matriz de impactos.

Em paralelo, as unidades adotam boas práticas, como sistemas de reutilização de água, coleta seletiva interna, tratamento de efluentes e logística reversa, por meio da reinserção de resíduos em cadeias produtivas internas e externas à Companhia. Também há investimentos em modelos mais sustentáveis de geração de energia, como painéis solares, encontrados nas unidades de Santo André e Serra.

O controle das emissões de gases de efeito estufa é feito de maneira sistemática. As rotinas para controle compreendem correção imediata de vazamentos, testes de pressurização e isolamento dos equipamentos para evitar corrosão. Além disso, há engajamento das equipes nesses esforços. Nas reuniões gerenciais que acontecem diariamente no começo das manhãs na fábrica de Dias d’Ávila, por exemplo, a qualidade do ar é avaliada, de forma a identificar desvios e respectivas causas. Na mesma fábrica também há um grupo de trabalho voltado a discutir ações e estratégias para controlar a emissão de gases poluentes. Formado por representantes das áreas de operações, processos, meio ambiente e engenharia de projetos, reúne-se semanalmente para avaliar ocorrências, processos e rotinas de manutenção dos equipamentos

Na pauta das reuniões desse grupo, também está a qualidade do ar, analisada sob dois parâmetros: indicadores instituídos pelo plano de ações adotado desde 2016, que resultou de um estudo de dispersão atmosférica feito na época, e as informações disponibilizadas pela Cetrel, empresa responsável pelo tratamento dos efluentes e resíduos industriais, fornecimento de água e monitoramento ambiental do Polo de Camaçari. Uma prova da evolução da Companhia na gestão desse tema é a queda expressiva do número de reclamações recebidas da comunidade de entorno. Em 2015 – antes, portanto, do estudo mencionado – foram registradas cerca de 70 reclamações. Em 2018, restringiu-se a apenas duas. Também não houve, em nenhuma das unidades, multa ou sanção não monetária significativa por não cumprimento de leis ou regulamentos sobre o meio ambiente.

A essas atividades, somam-se as metas ambientais anuais, cuja evolução é acompanhada de forma próxima pelo Comitê Diretor. Essas informações são reportadas nas reuniões dos executivos, que ocorre a cada quinzena, o que reforça o compromisso da Paranapanema em aperfeiçoar continuamente as estratégias e ações empreendidas nessas frentes.

RECICLAGEM DO COBRE

A Companhia é a única no País a transformar sucata em cobre superpuro, utilizando o processo de eletrólise na unidade de Dias d’Ávila (BA). Isso é possível dada as características do material. Amplamente reciclável, permite que até 100% seja recuperado sem perda de qualidade, gerando pouco ou nenhum resíduo.

Diversos itens são fabricados com o uso do cobre reciclado, como os cátodos com alto grau de pureza, ligas binárias de cobre e zinco e ligas ternárias de cobre. Na unidade de Santo André (SP), por sua vez, a Companhia dispõe de equipamentos para processar sucatas mistas e cavacos de latão. A Paranapanema tem a meta de fazer com que a sucata de cobre tenha participação crescente na produção de cátodo, em linha com o compromisso de conciliar crescimento com sustentabilidade. Em 2018, foram reciclados cerca de 15 mil toneladas do metal.

Materiais renováveis e não-renováveis

No desempenho de suas atividades, a Paranapanema utiliza materiais renováveis, como madeira e carvão vegetal, e não-renováveis, como sílica e sulfato férrico, entre outros. No ano, esses materiais somaram 542,7 mil toneladas, sendo a maior parte (99,7%) de não-renováveis.

CONSUMO DE MATERIAIS – 2018

GRI 301-1

ÁGUA

GRI 103-2; 103-3; 303-1; 303-3

Essencial para os processos produtivos, a água é utilizada, por exemplo, nas rotinas de resfriamento dos metais e limpeza dos equipamentos.

Uso consciente e redução do consumo são temas constantemente trabalhados entre os colaboradores. Esse último, inclusive, é monitorado diariamente, e os dados, consolidados a cada mês. Com tal rotina de acompanhamento, é possível identificar desvios e oportunidades de melhoria com agilidade, alterando ou corrigindo processos.

FONTES DE ÁGUA

  • Em Dias d’Ávila, 100% da água utilizada tem origem subterrânea, captada em poços artesianos, perfurados e operados pela própria Companhia. Do total, parte é reutilizada em áreas como as de Fundição e de Ácido Sulfúrico, e também para a limpeza industrial.
  • Em Santo André (SP), a água reciclada responde pela maior parte da necessidade hídrica: 80,92%. Esse volume é produzido internamente, na Estação de Tratamento de Água Industrial, que conta com estrutura de captação e tratamento de água da chuva, dos processos industriais e do esgoto gerado na própria unidade. A unidade também adquire o insumo do Projeto Aquapolo, que trata o esgoto dos imóveis conectados à rede coletora da região do ABC paulista e fornece a água às empresas do Polo Petroquímico do ABC e adjacências, para ser usada em atividades que não demandem potabilidade.

Considerando as características das unidades, o total de água retirada, no ano, alcançou 3,06 milhões de m3, quase o dobro do volume verificado no ano anterior. O incremento reflete dois fatores: a instalação de uma nova torre de refrigeração na unidade de Dias d’Ávila, que criou uma demanda maior no consumo, e o aumento de produção do cátodo em relação a 2017. A subterrânea é a principal fonte de captação: 94% do total de 2018.

TOTAL DE ÁGUA RETIRADA POR FONTE

VOLUME TOTAL DE ÁGUA RECICLADA E REUTILiZADA INTERNAMENTE EM 2018*

EFLUENTES

GRI 103-2; 103-3; 306-1

Todas as fábricas possuem Estações de Tratamento de Efluentes, estrutura que garante que o lançamento desses materiais siga os padrões de qualidade exigidos pela legislação vigente.

  • Na unidade de Santo André (SP), o descarte de água envolve apenas a de origem pluvial e é feito no leito do rio Tamanduateí, em seu trecho de área urbana, conforme previsto na outorga de lançamento de efluentes emitida pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) em 2014.
  • Em Dias d’Ávila (BA), os efluentes líquidos são enviados para tratamento e disposição final pela Cetrel. Em 2018, o volume descartado foi de 2,35 milhões de m³, volume que supera em 7% o verificado no ano anterior. A alta reflete o aumento na produção e implantação da nova torre de refrigeração do forno flash na unidade.
  • Em Serra (ES), a água tratada é descartada na rede de esgoto da concessionária local (CESAN) após confirmado atendimento aos padrões estabelecidos na Anuência de Lançamento. Em 2018, primeiro ano em que esse volume foi contabilizado, somou 157 m³

DESCARTE DE ÁGUA POR QUALIDADE E DESTINO EM 2018

ENERGIA

GRI 103-2; 103-3

Racionalizar o consumo de energia é uma meta constante, o que demanda a adoção de ações voltadas a aumentar a eficiência dos equipamentos industriais e dos processos de fabricação. Em 2018, o consumo de energia alcançou 2,79 milhões de giga joules (GJ). Fontes não renováveis responderam pela maior parte, 51,45%, e energia elétrica, pelo restante. O total supera em 11,15% o verificado no ano anterior, número que reflete a inclusão do consumo de fontes de energia não renováveis em Serra e do item gás natural em Santo André, além da maior demanda pelo insumo, provocada pelo crescimento da produção nas unidades.

CONSUMO DE ENERGIA DIRETA EM 2018

GRI 302-1

EMISSÕES

GRI 103-2; 103-3

Para controlar as emissões, há parâmetros estabelecidos e mensuração de desempenho, de forma a garantir que a gestão seja feita sobre a realidade da Companhia e perfil das emissões de gases efeito estufa (GEE).

Nesse sentido, é realizado anualmente, desde 2015, um inventário de emissões de GEE na unidade de Santo André (SP). O documento segue a referência metodológica de cálculo GHG Protocol, abrangendo emissões diretas – decorrentes da queima de combustíveis para geração de energia e vapor, do transporte em veículos de pessoas, materiais, produtos ou resíduos, além de emissões fugitivas ou evaporativas –, e indiretas, originadas para produzir a eletricidade adquirida e consumida pela Companhia. O inventário é elaborado pela equipe de Meio Ambiente, e pela primeira vez, em 2018, abrange as três unidades (nos anos anteriores, restringia-se à fábrica de Santo André). A unidade de Dias d’Ávila também contabiliza as emissões de SO2 e H2SO4 de forma contínua, mas com base em metodologia própria.

A Paranapanema não utiliza em suas atividades substâncias destruidoras da camada de ozônio, como HCFCs, CFCs, halons e brometo de metilo. E ao contrário de siderúrgicas, refinarias e produtoras de alumínio e cimento, a Paranapanema atua em um ramo industrial que não utiliza matéria-prima altamente impactante em termos de emissões de GEE. Por isso, seus números são considerados baixos em relação a outras indústrias.

EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA

Conforme a metodologia do GHG Protocol Brasil, e considerando os dados disponíveis, as operações das unidades de Dias d’ávila, Santo André e Serra foram responsáveis pela emissão de 7.218,67 toneladas de CO2 equivalente (tCO2e) referentes ao Escopo 1 (emissões diretas ligadas à queima de combustíveis para geração de energia por processos estacionários, fontes de combustão móveis e emissões fugitivas a partir do uso de extintores de incêndio e equipamentos de refrigeração e ar condicionado). Em relação ao Escopo 2 (emissões indiretas, a partir do consumo de eletricidade adquirida pela empresa), foram 27.869,09 tCO2e.

EVOLUÇÃO DAS EMISSÕES

GRI 305-1; 305-2

O ano de 2018 é o primeiro em que foi realizado o levantamento das fontes emissoras de GEE decorrentes das atividades desenvolvidas por todas as unidades da Paranapanema, o que antes era restrito à fábrica de Santo André. Os dados reportados, portanto, remetem aos consumos gerais das respectivas operações no período.

PREFERÊNCIA À CABOTAGEM

O transporte marítimo – alternativa menos poluente, que evita a emissão de gases de efeito estufa - é uma opção que faz parte das rotinas da Paranapanema. As exportações são feitas quase que integralmente por meio desse modal. Somente o transporte para países vizinhos, que ocorre por rodovias, é a exceção.

Dentro do território nacional, mais precisamente entre a unidade de Dias d’Avila (BA) e o Centro de Distribuição de Produtos de Cobre (CDPC), em Itatiaia (RJ), o objetivo é fazer com que o uso da navegação seja crescente. A partir do Porto de Salvador, com destino ao Rio de Janeiro, foram embarcadas 1.834,56 toneladas de cátodos e 2.463,73 toneladas de fios de cobre e vergalhões em 2018. A expectativa, para 2019, é que metade do volume dos produtos que seguirem para o CDPC utilizem a cabotagem. Para isso, a Companhia busca alternativas de rotas e novos parceiros para o transporte.

RESÍDUOS SÓLIDOS

GRI 103-2; 103-3

Os resíduos sólidos que resultam das operações são gerenciados sob a ótica da logística reversa. Busca-se reaproveitar os materiais, para que sejam novamente inseridos em outros processos produtivos – internos ou externos à Companhia – e ao descarte apropriado, de forma a preservar o meio ambiente.

Há um empenho constante para aproveitar esses resíduos, que também podem ter valor comercial, e para conscientizar os colaboradores, por meio de campanhas, treinamentos e ações de engajamento, sobre a necessidade de reduzir, reutilizar e reciclar materiais de origem industrial e administrativa. Um exemplo, nesse sentido, foi a agenda desenvolvida na Semana do Meio Ambiente. Com o tema "Gestão de Resíduos: reaproveitamento e logística reversa”, a Paranapanema realizou palestras, intervenções nas áreas e restaurante, peças teatrais e conscientizações sobre o descarte correto de resíduos.

Em 2018, foram descartadas 2,87 mil toneladas de resíduos perigosos pelas unidades da Paranapanema, volume 25% menor que o do ano anterior, e outras 8,98 mil toneladas de resíduos não perigosos, superando em quase quatro vezes o total de 2017. Tal variação se justifica pela parada de 31 dias para manutenção da unidade de Dias d’Ávila, o que não ocorria desde 2012. Esse fato elevou significativamente a geração de resíduos na fábrica.

DESCARTE DE RESÍDUOS EM 2018

GRI 306-2